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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mini-Crítica # 5 - Metroid: Zero Mission

Metroids Extermination

Enredo: Zero Mission apresenta-se como um remake do Metroid original da NES. Encarnamos no papel de Samus na sua primeira aventura, com o objectivo de derrotar os Piratas do Espaço e seu chefe, Mother Brain, que se infiltraram no planeta Zebes com o intuito de esconderem criaturas de enormes poderes maléficos, designadas Metroids. Apesar de ser um remake do original, Zero Mission difere muito do jogo da NES na forma como o enredo se desenrola e além disso, contém cenas inéditas não vistas no original. De referir que o jogo não possui muitos diálogos, sendo grande parte da trama contada através de cutscenes animadas. Na minha opinião, uma boa opção por parte da Nintendo, já que neste tipo de jogos, o foco principal é a acção.

Grafismo: A nível gráfico, Zero Mission está bastante interessante. Os cenários encontram-se bem caracterizados, havendo uma grande diferenciação entre as várias zonas do planeta Zebes (locais de lava, cavernas com tons mais escuros…) e os inimigos não ficam atrás, estando presentes em grande quantidade e variedade, havendo um óbvio destaque para os belíssimos bosses. A própria Samus está soberba e a animação nos combates é bastante agradável aos olhos, com uma significativa variabilidade de efeitos e cores.

Jogabilidade: O ponto mais forte de Zero Mission, sem dúvidas. Uma mecânica simples, mas que encaixa perfeitamente no formato portátil do GameBoy Advance. Um excelente shooter que dá prazer jogar de início ao fim. Temos vários poderes ao serviço de Samus que vamos adquirindo à medida que completamos o jogo, entre os quais se encontram a popular Morph Ball (necessária para passagens mais baixas), os raios de gelo (mais poderosos que os raios originais e que permitem congelar inimigos, sendo bastante úteis em vários casos), o Speed Booster (que nos permite atingir altas velocidades, o que leva à destruição de blocos e inimigos), entre muitos outros. De referir que além da vertente shooter, Zero Mission também nos incita à resolução de alguns puzzles e exploração de passagens escondidas. Para finalizar o campo da jogabilidade, refiro as sequências de acção furtiva que o jogo toma numa determinada altura da aventura, que embora não sendo tão apelativas como a vertente shooter, são igualmente divertidas.

Som: Na componente sonora, Zero Mission também dá cartas. Dotado de temas que se adaptam bastante bem ao ambiente de jogo, este título proporciona-nos momentos que nos incitam a parar de jogar apenas para apreciarmos as belas melodias da aventura (dou especial destaque ao tema de Kraid). Os efeitos sonoros também se encontram a um bom nível, já que são bastante realistas e dão um toque intenso à batalha.

Nota: Metroid: Zero Mission é uma excelente proposta no catálogo do GBA. Uma experiência intuitiva e divertida, que peca principalmente no facto da aventura ser muito curta, mas ainda assim, esperem uma experiência desafiante, chegando a ser frustrante se jogarem no modo mais difícil. Destaque também para um grande extra que recebemos ao completar a aventura: o Metroid original da NES, que apesar de não ser tão agradável de jogar como Zero Mission, merece uma vista de olhos, quer seja pela curiosidade de conhecer uma das grandes obras de 1986, quer seja simplesmente pela sensação de nostalgia. Em suma, Metroid: Zero Mission é uma experiência que merece a vossa atenção.

Avaliação final: (+)

domingo, 4 de maio de 2008

Mini-Crítica # 3 - DragonBall Z: Legacy of Goku

O jogo escolhido para a 3ª Mini-Crítica, pertence à licença de uma das melhores séries de anime de todos os tempos: DragonBall. Mas será que o jogo da portátil Nintendo faz jus ao nome DragonBall que tantas horas nos fez perder colados ao ecrã?

Enredo: O enredo é fiel à série, transportando-nos para os cerca de 100 primeiros episódios da série Z, desde o aparecimento de Raditz, irmão de Goku pertencente ao povo dos Guerreiros do Espaço, até ao confronto final com o tirano Freezer. Contem com várias missões pelo meio: busca de Gohan, treino com Kaib, batalhas contra Nappa e Vegeta, confrontos em Namek... Tudo muito fiél à série.

Grafismo: Em termos gráficos, Legacy of Goku encontra-se a um bom nível. Os cenários, apesar de não variarem muito, fazem-nos recordar paisagens da série anime. Não são de babar, mas encontram-se bem representados, o mesmo acontecendo com as personagens.

Jogabilidade: Sem dúvida, o ponto mais fraco do jogo. Os combates são desinteressantes e não divertem muito (tirando aqueles mais épicos), além de que o controlo da nossa personagem é básico, não havendo espaço para grandes inovações (esqueçam grandes combinações de ataques). Apenas nos podemos movimentar em quatro direcções (cima, baixo, esquerda, direita) e temos pouca variedade de ataques, assim como de inimigos. Em termos de exploração, as quests são secantes e as recompensas também não são muito apelativas: apenas alguns pontos de experiência para subir o nível da nossa personagem. Também podemos voar, uma boa ajuda nas nossas tarefas. Todo o jogo é muito simples e sem grandes desafios.

Som: O ponto mais forte do jogo. As melodias são interessantes (com destaque para a música de introdução) e não cansam os ouvidos e os efeitos sonoros nem se encontram muito maus.

Nota: Para finalizar, refiro a curtíssima longevidade. Para um RPG, menos de 5 horas de jogo é muito pouco. DBZ: Legacy of Goku é um RPG básico, muito simples e sem grande profundidade. Talvez se tivessem desenvolvido um pouco mais o jogo (sistema de combate, interface, longevidade...), o resultado fosse outro. Apenas aconselhado a verdadeiros fãs de DragonBall, que pretendem viver um pouco do enredo da série Z.

Avaliação final: (~)